O que aprendi em 1:30h com Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil.Via Tony deSá


Olá Pessoal!
Hoje, quero contar pra vocês sobre uma grande experiência que vivi há algumas semanas. A convite da Patricia Meirelles, do LIDE Futuro, participei de uma mentoria com o Jorge Paulo Lemman, dono de empresas como Ambev, Budweiser, Heinz, Kraft Food, Lojas Americanas e várias outras.
Apesar de ser um mundo muito diferente do meu e da Samba Tech, tirei lições valiosas pra qualquer empresa em qualquer ramo de negócio.

Querem saber um pouco mais sobre o que rolou nesse bate papo? Vejam o que aprendi de mais importante com o homem mais rico do Brasil:

Humildade
Um dos caras mais ricos do planeta nos recebeu super bem, foi atencioso e em nenhum momento esbanjou seus bilhões na nossa cara. Ao mesmo tempo contou histórias do seu passado, da sua vida e de seus amigos (no caso Warren Buffet, Bill Gates e Sam Walton). 
Cultura 
Lemann não acredita em empresas sem donos e sem cultura. Uma cultura forte permite que o DNA da empresa possa ser replicado em outros negócios. Por isso, eles preferem contratar internamente para cargos de liderança ao invés de trazer profissionais do mercado. Ele deixou claro que sempre impõe a cultura deles quando entram em alguma empresa. 

Gente 
Em todos os negócios, gente é o principal ativo. Eles buscam loucamente pelos melhores talentos e fazem de tudo para trazê-los pra dentro. Em um momento da conversa ele contou que um dia o Warren Buffet (homem mais rico do mundo e seu sócio na Heinz) ligou para contar que eles haviam contratado uma asiática fora da curva. Até aí tudo bem, disse Lemann, mas o que empolgava o velho Warren é que a nova contratada era cunhada de Mark Zuckerberg e que estavam conseguindo competir com empresas de tecnologia na aquisição de talentos.

História do Warren Buffet, Bill Gates e Lemann
Pra mim as melhores partes da mentoria foram quando ele contava histórias pessoais. Uma delas se passou em Harvard quando ele foi buscar seu diploma que não pegou quando terminou a faculdade por lá. Ele havia convidado Warren Buffet e Bill Gates para irem com ele e após a cerimônia, Warren começou a brincar com Bill dizendo que o mesmo não tinha conseguido se formar. Gates ficou bravo e disse que fez as mesmas matérias que Lemann, mas não quis se formar. Disse também que tinha um diploma que Harvard deu pra ele anos depois. Warren, por sua vez, alegou que Bill só tinha diploma por que deu um prédio novo pra Harvard.
Fiquei imaginando o quão divertido seria uma conversa de zueira entre os três. 
Inovação
Lemann contou que é muito amigo do fundador do Walmart, Sam Walton e que este é o mestre na arte de copiar. Para Lemann, melhor que gastar dinheiro criando coisas que ninguém fez ainda, é copiar quem faz bem e melhorar ainda mais o produto ou processo.
Ele contou que quando o CEO do Walmart veio ao Brasil, foi visitar algumas lojas. No final da tarde o Lemann recebeu um telefonema do presidente do Carrefour falando que havia um senhorzinho numa loja do Carrefour em São Paulo medindo as gôndulas e tirando fotos dentro da loja. Era o Sam Walton copiando o que o Carrefour fazia bem!

Investimento e a hora de vender seu negócio
Lemann não gosta de empresas que são controladas por fundos e também não acredita que empresas sem “donos” consigam se perpertuar. Ele acredita que os fundos de investimento não tem foco e por isso não conseguem acrescentar muito mais do que “apenas” dinheiro nas empresas investidas.
Quando perguntei sobre qual o momento certo para vender a sua empresa, a resposta foi "devemos seguir até o limite antes de vender”. É melhor se juntar a outras empresas e ficar maior do que vender a empresa.  
Risco
É preciso correr risco sempre. Nunca ficar quieto. Mas sempre correr um risco calculado: quando eles compraram as Lojas Americanas, pagaram US$20 milhões e sabiam que só em imóveis a empresa tinha US$100 milhões. Se tudo desse errado, eles vendiam os imóveis e recuperavam o investimento.
Gestão
Por várias vezes o Lemann falou sobre caçar e tirar os "gatos gordos” que vivem dentro das empresas. São aquelas pessoas acomodadas e com pouca produtividade que atrapalham a vida de toda empresa. 

Pra ele, a maioria dos negócios são mal administrados.  Essas empresas culpam a crise, mas no fim do dia o problema está dentro de casa. Então, pra crescer de maneira sustentável é preciso ter gente boa e motivada, que compra a cultura da empresa e tem ambição de crescer na vida. 
#goBigorGoHome #GoSamba

-- 
Tony de Sá
Diretor Comercial & Artístico
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85 87471839 (OI)

Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade com o MEIO AMBIENTE.

Comentários

  1. Essa mentoria q vc teve com ele foi quando?

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  2. Qdo foi essa mentoria q vc teve com ele?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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