Alter-do-Chão: a floresta encantada

Eu vi essa foto e fui saber de onde era. Acabei encontrando um lindo relato de um turista Português em Alter Do Chão.
Leia.
Alter-do-Chão parece uma recompensa. Vida dura, violenta? Tomai lá Alter-do-Chão: baía transparente, canoa a balouçar, árvores dentro de água. Quando o grosso e barrento Amazonas chega aqui, encontra o Tapajós, verde, cristalino. E disto resulta a praia preferida da Amazónia, onde a vida corre mais leve que o seu inverosímil nome português.
Pelo menos quando a entregamos nos braços de Odaílso.
Cá está ele, com o seu bote a remos: Odaílso Correia, conhecido como Dágio, 54 anos, quatro filhos, pele de couro, braços de pedra. Foi imediato de empurrador, barco que faz o mesmo que o rebocador, mas empurrando. Hoje rema para levar gente em passeio, rema para ir pescar, e desta combinação vive.
Um pé, depois outro, estamos a bordo. “Meus pais já nasceram aqui”, conta ele, impulsionando as primeiras remadas. “Antigamente vieram de Portugal como vocês. O pai do meu pai era de Portugal.”
O bote desliza firme pelo Lago Verde, como aqui chamam à grande baía do Tapajós frente a Alter-do-Chão. O nosso destino é a Floresta Encantada, embora não saibamos bem o que isso quer dizer.
Que peixe dá nestas águas? “Tucunaré, jaraqui, aracu, bacu, pescada, charuto, filhote, dourado, jacunda, pirarucu…” Os peixes da Amazónia são uma enciclopédia. E o frágil peixe-boi? “Está em extinção, mas tem. Tem jaú, tem piranha …”CONTINUE LENDO

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