A DIVIDIDA MAIS ESCROTA DA COPA DE 82 FOI SÓ… TIRO DE META



Uma cotovelada que quebra três dentes do adversário é falta? Havia controvérsias.
Estádio do Sevilha, Alemanha x França, semi-final da Copa de 1982 (semi-finais, via de regra, são fantásticas), 12 minutos do segundo tempo, 1×1 no placar.
Platini faz um lançamento longo, maravilhoso, digno de Gérson o canhotinha de ouro, para Patrick Battiston.
Sozinho, a caminho da grande área, Battiston podia virar o jogo para a França.
Schumacher, o goleiro alemão, corre em direção ao jogador Francês.
Battiston claramente vai chegar antes, e chega. Schumacher não diminui a velocidade. A bola passa. E Schumacher vem.
E aí se vai Battiston.
O francês se deu 100% mal na jogada. A bola não entrou, o juiz não deu falta (muito menos pênalti), o adversário não foi expulso e ele ainda saiu desacordado do gramado, de maca, com três dentes a menos.
Já Schumacher foi 100% cuzão. Depois de ter nocauteado Battiston de propósito, ficou ali de boa esperando para bater seu tiro de meta, mascando chiclete e provocando a torcida francesa. Sequer chegou perto do Battiston para ver o que tinha acontecido.
Nenhum jogador da França foi tirar satisfação com o goleiro. Só a torcida atrás do gol xingou-o (fato que fez Schumacher ameaçar jogar a bola na galera).
Battiston, depois de receber oxigênio fora do campo, foi parar no hospital. Enquanto isso, tiro de meta para a Alemanha.
O jogo foi para a prorrogação e acabou 3×3. Nos pênaltis, Schumacher, óbvio, pegou dois, sagrou-se o heroi e botou a Alemanha na final.
E, depois que Battiston saiu do hospital, ele se ofereceu para pagar a recolocação dos dentes quebrados.

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